quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um pouco de mim e do não-mim

Eu queria ser mais cool, sabe? Mais desapegada e tranquila. Queria ser daquelas pessoas que andam pela vida olhando para o horizonte sem precisar de nada e de ninguém, só desfrutando. Mas não sou. A verdade é que eu sou toda apegada e preocupada.

Eu queria gostar de jogar xadrez. Acho tão interessante. Deve ser bem legal ficar bolando todas aquelas estratégias na cabecinha. Mas a verdade é que eu sou muito ansiosa e perfeccionista pra jogar xadrez. Só de olhar praquele tabuleiro já me dá uma angústia sem tamanho. Nem sei como começar. Aquele tanto de peças, de possibilidades, e como diabo eu monto uma estratégia de ataque? Angústia!

Eu queria ser menos dorminhoca. Odeio dormir sempre no meio de aulas e filmes. Odeio! E odeio ainda mais que me encham o saco por causa disso. É... Não tenho o menor senso de humor quando se trata de eu não conseguir ficar com os olhos abertos, mesmo me esforçando muito. E não. Não é só me esforçar que eu consigo ficar acordada. Assim como frio não é psicológico nada.

Eu queria ser menos carente e baranga. Adoro carinho, presentes, mimos, adoro receber mensagens no celular e e-mails (telefonemas e cartas são coisa do passado mesmo, infelizmente), receber surpresinhas carinhosas e elogios... Adoro! Mas não acho que eu devia esperar essas coisas todas. Coisa de gente carente e insegura. Mas a verdade é que eu sou isso sim.

Mas, apesar de todas essas coisas que eu não queria ser, tem uma coisa que eu sou e tenho muito orgulho de ser: eu mesma.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Primeiro rascunho

Acabei de criar este blog, mas só pelo título já dá pra imaginar que não sei direito ainda o que ele vai ser. Sei que precisava escrever e que se fosse ficar esperando uma inspiração divina, ou já ter toda a concepção do que seria o blog na cabeça (e eu ia querer colocar no papel também), ia acabar não começando nunca. O mesmo motivo pelo qual eu nunca comecei a escrever um livro, apesar de sempre ter tido essa vontade.

Eu fico com essa vontade pretenciosa de escrever algo genial. Quando sento, começo a rabiscar umas idéias e não sai nada de genial, rasgo a folha e jogo fora. Fico presa nessa idéia perfeccionista inútil, pensando em como ser brilhante e lá vou eu com 29 anos não tendo escrito metade do que eu gostaria (e olha que eu trabalho escrevendo, hein?).

Não sei ainda se vai ser um blog pessoal, de crônicas, de contos ou de tudo isso junto. Nem sei se vou deixar este post que estou escrevendo agora definitivamente aqui. Mas, né? Já que o blog se propõe a ser o rascunho de algo ainda indefinido, nada mais adequado do que começar assim.