Estou de casa nova:
http://minimalizo.blogspot.com.br/.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Buscando Ajuda
Nos dias de hoje, é impressionante como tudo quanto é tipo de informação está disponível na internet. Se você souber pesquisar bem, conhecer os truques e saber identificar o que é confiável, é lindo.
Eu uso para tudo, mas estou começando a perceber que há limites. Então vou ser humilde e procurar especialistas.
O que está mais me preocupando é a alimentação. Como tenho várias especificidades, nada que eu encontre na internet se encaixa direitinho. Eu preciso equilibrar cuidar da gastrite, perder um pouco de peso e manter minha performance nos esportes (pratico corrida e tênis). Vou te contar que não é fácil. Se eu como pouco, o que é bom pro regime, fico sem energia no tênis. Como já tive anemia, tomava suco de laranja com couve diariamente, mas agora não posso mais porque suco de laranja é ruim pra gastrite.
Resolvi então procurar um nutrólogo. Uma amiga minha está frequentando uma nutróloga há 6 meses. Ela está emagrecendo de maneira muito gradual e saudável. Ela me explicou que nutrólogo é alguém que estudou medicina e se especializou em nutrição, diferente de nutricionista, que se gradua em nutrição. Sem querer desmerecer esses profissionais, mas acho mais adequado um médico devido às minhas questões médicas.
Resolvi também procurar um especialista em corrida pra montar uma planilha de corrida pra mim. Também busquei isso na internet, mas nada fica muito adequado porque depende muito da idade da pessoa, do peso e dos objetivos. Sem contar que eu pratico tênis também, além da corrida. Então tenho que pensar em um treino que leve em consideração tudo isso, e ainda o stress, a gastrite e coisa e tal.
Já marquei a nutróloga. Ainda estou na dúvida sobre o especialista em corrida. Vou pedir umas indicações.
Eu uso para tudo, mas estou começando a perceber que há limites. Então vou ser humilde e procurar especialistas.
O que está mais me preocupando é a alimentação. Como tenho várias especificidades, nada que eu encontre na internet se encaixa direitinho. Eu preciso equilibrar cuidar da gastrite, perder um pouco de peso e manter minha performance nos esportes (pratico corrida e tênis). Vou te contar que não é fácil. Se eu como pouco, o que é bom pro regime, fico sem energia no tênis. Como já tive anemia, tomava suco de laranja com couve diariamente, mas agora não posso mais porque suco de laranja é ruim pra gastrite.
Resolvi então procurar um nutrólogo. Uma amiga minha está frequentando uma nutróloga há 6 meses. Ela está emagrecendo de maneira muito gradual e saudável. Ela me explicou que nutrólogo é alguém que estudou medicina e se especializou em nutrição, diferente de nutricionista, que se gradua em nutrição. Sem querer desmerecer esses profissionais, mas acho mais adequado um médico devido às minhas questões médicas.
Resolvi também procurar um especialista em corrida pra montar uma planilha de corrida pra mim. Também busquei isso na internet, mas nada fica muito adequado porque depende muito da idade da pessoa, do peso e dos objetivos. Sem contar que eu pratico tênis também, além da corrida. Então tenho que pensar em um treino que leve em consideração tudo isso, e ainda o stress, a gastrite e coisa e tal.
Já marquei a nutróloga. Ainda estou na dúvida sobre o especialista em corrida. Vou pedir umas indicações.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Escolhendo ao que Dar Valor
Ontem eu cheguei em casa como eu quase todos os dias. Cansada do trabalho e do longo percurso que faço pra voltar. São 15 km. Chego carregando sacola de frutas que comprei, a correspondência que o porteiro me entregou, a blusa de frio do dia. Chego cheia de mal humor.
Assim que abro a porta, como todo os dias, vem a Xena, nossa cachorrinha, me receber. Pulando. Toda alegre. Latindo. E eu, concentrada em amaldiçoar o trânsito, em levar pro meu quarto todas as coisas que estou carregando, nem presto atenção nela. Faço um carinho mecânico e já vou indo pro meu quarto. Parei na porta e fiquei pensando... Será que é essa pessoa que eu quero ser mesmo? Será que eu prefiro ficar alimentando stress e raiva do que aproveitar aquele momento com a Xena?
A Xena já está com 10 anos. É uma velhinha do mundo canino. Há 10 anos ela mora com a gente. Cada vez que eu saí de casa (morar fora, morar sozinha), eu sentia uma falta danada de ser recebida por ela. Daqui a algum tempo, essa ausência vai ser permanente. E eu quero perder esse tempo estressando por causa de trânsito e de sacolas?
Quando a Xena cansou da minha receptividade tão sem graça e voltou pra sua cama, eu me toquei. Fui atrás dela fazer um carinho, brincar um pouco, mas aquele momento eu já tinha perdido. Eu perdi as boas-vindas dela daquele dia. Hoje não vou cometer o mesmo erro.
Assim que abro a porta, como todo os dias, vem a Xena, nossa cachorrinha, me receber. Pulando. Toda alegre. Latindo. E eu, concentrada em amaldiçoar o trânsito, em levar pro meu quarto todas as coisas que estou carregando, nem presto atenção nela. Faço um carinho mecânico e já vou indo pro meu quarto. Parei na porta e fiquei pensando... Será que é essa pessoa que eu quero ser mesmo? Será que eu prefiro ficar alimentando stress e raiva do que aproveitar aquele momento com a Xena?
A Xena já está com 10 anos. É uma velhinha do mundo canino. Há 10 anos ela mora com a gente. Cada vez que eu saí de casa (morar fora, morar sozinha), eu sentia uma falta danada de ser recebida por ela. Daqui a algum tempo, essa ausência vai ser permanente. E eu quero perder esse tempo estressando por causa de trânsito e de sacolas?
Quando a Xena cansou da minha receptividade tão sem graça e voltou pra sua cama, eu me toquei. Fui atrás dela fazer um carinho, brincar um pouco, mas aquele momento eu já tinha perdido. Eu perdi as boas-vindas dela daquele dia. Hoje não vou cometer o mesmo erro.
Foto da Xena no sítio, tirada pela minha irmã, Juliana.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Balanço do Primeiro Mês
Um mês após ter ido ao médico e decidido mudar minha vida, eis como estou:
1. Emagrecimento.
Perdi 2 kg. Não é muito, mas é ótimo. Nesse ritmo, em 4 meses eu volto pro meu peso normal. Como eu já comia relativamente bem, não mudei muita coisa. Só cortei o que dava gastrite e o exagero de doces.
2. Sono.
Já melhorou, mas ainda está longe de resolver. As mudanças para diminuir o ritmo e para dormir melhor ajudaram muito. Agora, eu só durmo mal umas duas vezes por semana, sendo que antes era todo dia. Creio que para dormir bem mesmo eu tenha que melhorar o stress como um todo.
3. Stress.
Já melhorou, mas está longe, muito longe mesmo de resolver. Eu ainda fico estressada, mas não mais o tempo todo. Ainda tenho que melhorar nisso.
4. Simplificar.
Pesquisar sobre o minimalismo e aplicá-lo na minha vida tem sido ótimo, mas também estou no início do processo. Vou começar a colocar mais em prática tentando desapegar de algumas coisas materiais.
5. Controle financeiro.
Eu tenho tentado melhorar minhas finanças já há uns 6 meses. Pesquisando sobre investimentos e já investindo em alguns, controlando o que consumo, registrando meus gastos e tentando ser mais consciente e organizada. Ainda estou começando também. Mas tenho feito um esforço de me dedicar pelo menos um pouquinho a isso todo dia.
Está sendo muito bom. Um aprendizado e tanto. O esforço é muito, mas os resultados são ótimos. Manter o registro de tudo aqui neste blog tem me ajudado a organizar a cabeça, a não perder o que eu aprendi e tem me motivado também a continuar.
1. Emagrecimento.
Perdi 2 kg. Não é muito, mas é ótimo. Nesse ritmo, em 4 meses eu volto pro meu peso normal. Como eu já comia relativamente bem, não mudei muita coisa. Só cortei o que dava gastrite e o exagero de doces.
2. Sono.
Já melhorou, mas ainda está longe de resolver. As mudanças para diminuir o ritmo e para dormir melhor ajudaram muito. Agora, eu só durmo mal umas duas vezes por semana, sendo que antes era todo dia. Creio que para dormir bem mesmo eu tenha que melhorar o stress como um todo.
3. Stress.
Já melhorou, mas está longe, muito longe mesmo de resolver. Eu ainda fico estressada, mas não mais o tempo todo. Ainda tenho que melhorar nisso.
4. Simplificar.
Pesquisar sobre o minimalismo e aplicá-lo na minha vida tem sido ótimo, mas também estou no início do processo. Vou começar a colocar mais em prática tentando desapegar de algumas coisas materiais.
5. Controle financeiro.
Eu tenho tentado melhorar minhas finanças já há uns 6 meses. Pesquisando sobre investimentos e já investindo em alguns, controlando o que consumo, registrando meus gastos e tentando ser mais consciente e organizada. Ainda estou começando também. Mas tenho feito um esforço de me dedicar pelo menos um pouquinho a isso todo dia.
Está sendo muito bom. Um aprendizado e tanto. O esforço é muito, mas os resultados são ótimos. Manter o registro de tudo aqui neste blog tem me ajudado a organizar a cabeça, a não perder o que eu aprendi e tem me motivado também a continuar.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Dicas para Dormir Melhor
Dormir mal atrapalha em tanta, mas tanta coisa. No outro dia, a gente fica indisposto, ansioso, sem energia, facilmente irritável... Até poucos meses atrás (não sei dizer quantos exatamente), eu dormia muito bem. Na verdade, ainda deito e durmo com facilidade, meu problema agora é acordar durante a noite e ter muitos sonhos cansativos e agitados.
Já venho observando meu sono tem algumas semanas e já percebi algumas coisas que o atrapalham. Pedi dicas também pra minha médica e procurei bastante na internet. Escrevi essa listinha para me ajudar e colei no meu mural, que fica em cima da minha cama. Espero que possa ajudar alguém também:
1. Dormir no horário.
Não adianta dormir bem se o número de horas não for suficiente. Minha médica (e a internet) me disse que a necessidade de sono da maioria das pessoas da minha idade (31 anos) é de 6 a 8 horas. Estabeleci 7:30 pra mim então. Como eu acordo pra trabalhar 06h, tenho que dormir 22:30h.
2. Não comer coisas pesadas antes de ir pra cama.
Foi a dica mais unânime. Tinha em todos os sites que pesquisei e foi a primeira recomendação da minha médica. De noite, é melhor comer coisas leves, em pouca quantidade e de fácil digestão. Como eu tenho gastrite, devo evitar também leite, pão de queijo, essas coisas.
3. Não fazer exercícios físicos pesados antes de ir pra cama.
O prazo que dão é 2 horas. Eu puxei pra 2:30, pra garantir. Todo dia depois do trabalho, eu corro ou jogo tênis. Tenho que terminar até 20h.
4. Usar protetor auricular.
Essa foi dica de uma menina do meu trabalho e foi mágica. Eu moro em frente a uma avenida movimentada, onde passa ônibus de madrugada e tudo. Dormir com o protetor me ajudou muito!
5. Desligar aparelhos eletrônicos.
No meu quarto, tem alguns aparelhos eletrônicos (TV, som, blu-ray player). Eles têm uma luzinha bem pequenininha que fica acesa mesmo quando estão desligados, e que no escuro absoluto incomodam. Estou tirando todos da tomada antes de dormir. Imagino que isso ajude também a eliminar barulhos que eles façam e até energias ou coisa parecida que produzam.
6. Manter o local de dormir com o mínimo de estímulos visuais/sonoros.
Vi essa dica em uns sites da internet e achei interessante. Pensei também que diminuir enfeites no quarto pode diminuir a poeira acumulada, o que deve fazer bem pro sono (e pra vida).
7. Ir relaxando.
Várias coisas boas para isso: tomar banho quente, tomar chá ou leite quente (seu corpo quente diminui a pressão, relaxa os músculos e logo facilita o sono), colocar abajur com luz azul ou violeta no quarto (relaxante), ouvir músicas relaxantes, meditar, passar cremes na pele, pentear cabelo...
8. Evitar estímulos.
Além dos estímulos no quarto, evitar também antes de dormir: ver filmes de ação ou suspense, ouvir rock ou outro estilo de música muito animado, conversar acaloradamente com alguém, tomar café.
9. Ler antes de dormir.
O ideal e indicado é buscar uma atividade relaxante. Indicam muito deitar e esperar o sono chegar. Mas se eu deito e apago a luz direto, minha mente começa a imaginar mil coisas, eu fico estressada e não durmo. Eu tentei meditar, mas não consigo dominar minha mente, que começa a imaginar mil coisas e tal. Tentei ouvir música, mas acontece a mesma coisa (minha mente de novo). Ler um livro com tranquilidade resolveu pra mim. Eu consigo focar e minha mente vai relaxando. Quando sinto que estou bem relaxada, desligo o abajur e durmo.
10. Abajur do lado da cama.
Ter que levantar pra apagar a luz, depois de ter relaxado, me desperta de novo. Antigamente, tinha interruptor perto da cama, né? Era bom... Mas um abajur resolve.
Dicas que ainda não sei se resolvem: tomar chá de camomila e tomar suco de maracujá bem concentrado.
Vou continuar pesquisando... Se alguém estiver lendo, tem alguma dica a acrescentar?
Já venho observando meu sono tem algumas semanas e já percebi algumas coisas que o atrapalham. Pedi dicas também pra minha médica e procurei bastante na internet. Escrevi essa listinha para me ajudar e colei no meu mural, que fica em cima da minha cama. Espero que possa ajudar alguém também:
1. Dormir no horário.
Não adianta dormir bem se o número de horas não for suficiente. Minha médica (e a internet) me disse que a necessidade de sono da maioria das pessoas da minha idade (31 anos) é de 6 a 8 horas. Estabeleci 7:30 pra mim então. Como eu acordo pra trabalhar 06h, tenho que dormir 22:30h.
2. Não comer coisas pesadas antes de ir pra cama.
Foi a dica mais unânime. Tinha em todos os sites que pesquisei e foi a primeira recomendação da minha médica. De noite, é melhor comer coisas leves, em pouca quantidade e de fácil digestão. Como eu tenho gastrite, devo evitar também leite, pão de queijo, essas coisas.
3. Não fazer exercícios físicos pesados antes de ir pra cama.
O prazo que dão é 2 horas. Eu puxei pra 2:30, pra garantir. Todo dia depois do trabalho, eu corro ou jogo tênis. Tenho que terminar até 20h.
4. Usar protetor auricular.
Essa foi dica de uma menina do meu trabalho e foi mágica. Eu moro em frente a uma avenida movimentada, onde passa ônibus de madrugada e tudo. Dormir com o protetor me ajudou muito!
5. Desligar aparelhos eletrônicos.
No meu quarto, tem alguns aparelhos eletrônicos (TV, som, blu-ray player). Eles têm uma luzinha bem pequenininha que fica acesa mesmo quando estão desligados, e que no escuro absoluto incomodam. Estou tirando todos da tomada antes de dormir. Imagino que isso ajude também a eliminar barulhos que eles façam e até energias ou coisa parecida que produzam.
6. Manter o local de dormir com o mínimo de estímulos visuais/sonoros.
Vi essa dica em uns sites da internet e achei interessante. Pensei também que diminuir enfeites no quarto pode diminuir a poeira acumulada, o que deve fazer bem pro sono (e pra vida).
7. Ir relaxando.
Várias coisas boas para isso: tomar banho quente, tomar chá ou leite quente (seu corpo quente diminui a pressão, relaxa os músculos e logo facilita o sono), colocar abajur com luz azul ou violeta no quarto (relaxante), ouvir músicas relaxantes, meditar, passar cremes na pele, pentear cabelo...
8. Evitar estímulos.
Além dos estímulos no quarto, evitar também antes de dormir: ver filmes de ação ou suspense, ouvir rock ou outro estilo de música muito animado, conversar acaloradamente com alguém, tomar café.
9. Ler antes de dormir.
O ideal e indicado é buscar uma atividade relaxante. Indicam muito deitar e esperar o sono chegar. Mas se eu deito e apago a luz direto, minha mente começa a imaginar mil coisas, eu fico estressada e não durmo. Eu tentei meditar, mas não consigo dominar minha mente, que começa a imaginar mil coisas e tal. Tentei ouvir música, mas acontece a mesma coisa (minha mente de novo). Ler um livro com tranquilidade resolveu pra mim. Eu consigo focar e minha mente vai relaxando. Quando sinto que estou bem relaxada, desligo o abajur e durmo.
10. Abajur do lado da cama.
Ter que levantar pra apagar a luz, depois de ter relaxado, me desperta de novo. Antigamente, tinha interruptor perto da cama, né? Era bom... Mas um abajur resolve.
Dicas que ainda não sei se resolvem: tomar chá de camomila e tomar suco de maracujá bem concentrado.
Vou continuar pesquisando... Se alguém estiver lendo, tem alguma dica a acrescentar?
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Desapegando da Pressa
Se tem uma coisa que caracteriza nossa sociedade atual é a pressa. Vejo as pessoas ao meu redor correndo de um lado para o outro para dar conta de tudo que têm para fazer. Eu inclusa. Está todo mundo cansado o tempo todo, querendo férias, estressado e nervoso.
Para tentar controlar isso e logo melhorar minha saúde e meu sono, resolvi adotar algumas atitudes.
1. Sair 10 minutos mais cedo.
É simples. Eu calculo o tempo que vou gastar para chegar no lugar na hora certa, acrescento 10 minutos e saio de casa nesse horário. Assim, não vou sair correndo, amaldiçoando os sinais de trânsito, costurando os carros, olhando o relógio, xingando a falta de vaga pra estacionar. Vou tranquila.
2. Fugir dos horários de pico.
Na minha empresa, a jornada é flexível. Eu consigo então montar meu horário dentro de algumas limitações. Fiz testes e descobri que o ideal pra mim, obedecendo ao que a empresa pede, é chegar cedinho. Ir embora do trabalho é complicado, porque tem trânsito até umas 20h. Então eu resolvi praticar corrida aqui do lado, enquanto espero o trânsito diminuir. Tenho uma colega que fez o mesmo, mas com a academia.
3. Dizer não.
Dificílimo pra mim. Principalmente quando são pessoas queridas querendo encontrar, comemorar algo, sair pra jantar. Eu quase sempre fico com vontade de ir, e ainda tenho aquele impulso de querer sempre agradar que a gente ganha de brinde por ter sido criada como mulher. Mas a verdade é que não dá. Não dá pra sair pra uma balada de rock na quarta à noite tendo que trabalhar no outro dia 07:30h, não dá pra sair pra jantar com sua irmã no japonês rapidinho e depois ir no aniversário ao qual você já tinha prometido ir. Eu explico os motivos e as pessoas até insistem, mas os amigos e aqueles que te querem bem, vão entender um não ocasional.
4. Manter locais organizados.
É muito mais fácil e rápido achar algo quando você sabe onde ele está. A gente perde muito mais tempo procurando coisas do que gastaria se guardasse a coisa no lugar certo e, na hora que precisar, é só pegar. É um cálculo simples. Vale a pena.
5. Definir prioridades.
Não tem como fugir. É o mais importante. Vai inclusive ajudar a dizer não, pois eu vou saber o que é mais importante pra mim. Mas isso é o mais complicado. Ainda tenho que trabalhar muito isso.
6. Programar tempos para não fazer nada.
Se definir prioridades é o mais importante, a primeira prioridade é essa. Esses tempos não preenchidos são aqueles nos quais vou descansar, conversar com minha família, sair com um amigo, ler um livro, pensar. A gente precisa disso. A vida é isso.
Estou vivendo assim tem só uma semana e ontem, pela primeira vez em muito tempo, eu dormi bem. Analisando o que escolhi fazer, vejo que é até meio óbvio, mas a gente não pára para pensar e mudar a vida a não ser que tenha um empurrão, né? Pelo menos foi assim comigo...
Para tentar controlar isso e logo melhorar minha saúde e meu sono, resolvi adotar algumas atitudes.
1. Sair 10 minutos mais cedo.
É simples. Eu calculo o tempo que vou gastar para chegar no lugar na hora certa, acrescento 10 minutos e saio de casa nesse horário. Assim, não vou sair correndo, amaldiçoando os sinais de trânsito, costurando os carros, olhando o relógio, xingando a falta de vaga pra estacionar. Vou tranquila.
2. Fugir dos horários de pico.
Na minha empresa, a jornada é flexível. Eu consigo então montar meu horário dentro de algumas limitações. Fiz testes e descobri que o ideal pra mim, obedecendo ao que a empresa pede, é chegar cedinho. Ir embora do trabalho é complicado, porque tem trânsito até umas 20h. Então eu resolvi praticar corrida aqui do lado, enquanto espero o trânsito diminuir. Tenho uma colega que fez o mesmo, mas com a academia.
3. Dizer não.
Dificílimo pra mim. Principalmente quando são pessoas queridas querendo encontrar, comemorar algo, sair pra jantar. Eu quase sempre fico com vontade de ir, e ainda tenho aquele impulso de querer sempre agradar que a gente ganha de brinde por ter sido criada como mulher. Mas a verdade é que não dá. Não dá pra sair pra uma balada de rock na quarta à noite tendo que trabalhar no outro dia 07:30h, não dá pra sair pra jantar com sua irmã no japonês rapidinho e depois ir no aniversário ao qual você já tinha prometido ir. Eu explico os motivos e as pessoas até insistem, mas os amigos e aqueles que te querem bem, vão entender um não ocasional.
4. Manter locais organizados.
É muito mais fácil e rápido achar algo quando você sabe onde ele está. A gente perde muito mais tempo procurando coisas do que gastaria se guardasse a coisa no lugar certo e, na hora que precisar, é só pegar. É um cálculo simples. Vale a pena.
5. Definir prioridades.
Não tem como fugir. É o mais importante. Vai inclusive ajudar a dizer não, pois eu vou saber o que é mais importante pra mim. Mas isso é o mais complicado. Ainda tenho que trabalhar muito isso.
6. Programar tempos para não fazer nada.
Se definir prioridades é o mais importante, a primeira prioridade é essa. Esses tempos não preenchidos são aqueles nos quais vou descansar, conversar com minha família, sair com um amigo, ler um livro, pensar. A gente precisa disso. A vida é isso.
Estou vivendo assim tem só uma semana e ontem, pela primeira vez em muito tempo, eu dormi bem. Analisando o que escolhi fazer, vejo que é até meio óbvio, mas a gente não pára para pensar e mudar a vida a não ser que tenha um empurrão, né? Pelo menos foi assim comigo...
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Reconhecendo Limites
Tem uma coisa que a gente não consegue mudar: o número de horas em um dia.
Eu (e todo mundo) queria ter mais tempo para fazer mais coisas. É tanta coisa que eu queria fazer... Sair mais, ver mais filmes, visitar mais amigos, estudar outra língua etc. etc. Mas, apesar de filmes de ficção científica brincarem com a ideia de um clone, ou de viajar no tempo, isso ainda não é possível. Então o jeito é a gente se virar com essas 24 horas mesmo.
E já que o tempo é limitado e não vai dar pra fazer tudo, o segredo é escolher bem o que fazer com essas 24 horas diárias.
Mas é preciso ter cuidado e mudar uns paradigmas. A maioria dos artigos, dos cursos e dos livros buscam te ensinar como colocar o máximo possível de atividades em um dia. É o que chamam de administração do tempo.
Falam que você deve estudar enquanto almoça, escutar um áudio curso enquanto dirige, ler livros de negócios na fila do banco, ver o jornal enquanto toma banho, ligar pra conversar com os amigos enquanto está parado no trânsito. E eu caí nessa. E por isso estou aqui, cheia de stress, sem conseguir raciocinar direito, de mal com a vida e com problemas de saúde aos 31 anos. Tá tudo errado.
Estou cada vez mais convencida de que focar é a chave. É escolher o que é mais importante e se dedicar só àquilo, sem pressa, sem correria. É ter tempo para descansar entre uma atividade e outra e aproveitar a vida.
Estou me propondo então um exercício muito simples. Fazer cada coisa de uma vez, sem pensar na próxima coisa. Enquanto estiver almoçando, vou só almoçar. Enquanto estiver lendo uma notícia, vou lê-la inteira e não ler picado ao decorrer do dia. Se eu cansar de ler a notícia, não vou ler mais. Ponto. Enquanto estiver fazendo uma atividade de trabalho, vou deixar as janelas do MSN piscando, não vou me preocupar com as outras tarefas na minha agenda. Vou me entregar por inteiro àquela atividade e só depois que terminar passar para a próxima.
Eu (e todo mundo) queria ter mais tempo para fazer mais coisas. É tanta coisa que eu queria fazer... Sair mais, ver mais filmes, visitar mais amigos, estudar outra língua etc. etc. Mas, apesar de filmes de ficção científica brincarem com a ideia de um clone, ou de viajar no tempo, isso ainda não é possível. Então o jeito é a gente se virar com essas 24 horas mesmo.
E já que o tempo é limitado e não vai dar pra fazer tudo, o segredo é escolher bem o que fazer com essas 24 horas diárias.
Mas é preciso ter cuidado e mudar uns paradigmas. A maioria dos artigos, dos cursos e dos livros buscam te ensinar como colocar o máximo possível de atividades em um dia. É o que chamam de administração do tempo.
Falam que você deve estudar enquanto almoça, escutar um áudio curso enquanto dirige, ler livros de negócios na fila do banco, ver o jornal enquanto toma banho, ligar pra conversar com os amigos enquanto está parado no trânsito. E eu caí nessa. E por isso estou aqui, cheia de stress, sem conseguir raciocinar direito, de mal com a vida e com problemas de saúde aos 31 anos. Tá tudo errado.
Estou cada vez mais convencida de que focar é a chave. É escolher o que é mais importante e se dedicar só àquilo, sem pressa, sem correria. É ter tempo para descansar entre uma atividade e outra e aproveitar a vida.
Estou me propondo então um exercício muito simples. Fazer cada coisa de uma vez, sem pensar na próxima coisa. Enquanto estiver almoçando, vou só almoçar. Enquanto estiver lendo uma notícia, vou lê-la inteira e não ler picado ao decorrer do dia. Se eu cansar de ler a notícia, não vou ler mais. Ponto. Enquanto estiver fazendo uma atividade de trabalho, vou deixar as janelas do MSN piscando, não vou me preocupar com as outras tarefas na minha agenda. Vou me entregar por inteiro àquela atividade e só depois que terminar passar para a próxima.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Diminuindo o Ritmo
É estranho precisar mudar e descobrir o que mudar quando você achava que estava fazendo tudo certinho. Mas, pensando e analisando bem, creio que o meu principal problema seja o excesso. Então vou começar por aí.
Nossa sociedade tem pregado muito o consumismo e o excesso. É sempre muita coisa pra ver, pra fazer, pra comprar, pra comer, pra curtir... É tanta coisa que não sobra tempo pra respirar. E a gente fica sempre correndo e sempre achando que não é o suficiente. E achando também que não é feliz porque ainda não viu, fez, comprou, comeu o bastante. Que se tentar um pouquinho mais, se dedicar um pouco mais ainda, a felicidade está logo ali. Estou desconfiando dessa fórmula.
Estou desconfiando que a gente é o ratinho que fica correndo e fazendo girar a rodinha para os outros (não sei quem seriam os outros... o capitalismo? a economia? os ricos? não sei...). A gente fica escravo. E sempre achando que precisa correr mais ainda. Bom... Não me parece muito racional.
Vou tentar então diminuir o ritmo, cortar excessos, ser mais simples. Desapegar de tanta coisa. Respirar mais e tentar aproveitar mais cada momento sem estar pensando e já planejando o seguinte.
Nossa sociedade tem pregado muito o consumismo e o excesso. É sempre muita coisa pra ver, pra fazer, pra comprar, pra comer, pra curtir... É tanta coisa que não sobra tempo pra respirar. E a gente fica sempre correndo e sempre achando que não é o suficiente. E achando também que não é feliz porque ainda não viu, fez, comprou, comeu o bastante. Que se tentar um pouquinho mais, se dedicar um pouco mais ainda, a felicidade está logo ali. Estou desconfiando dessa fórmula.
Estou desconfiando que a gente é o ratinho que fica correndo e fazendo girar a rodinha para os outros (não sei quem seriam os outros... o capitalismo? a economia? os ricos? não sei...). A gente fica escravo. E sempre achando que precisa correr mais ainda. Bom... Não me parece muito racional.
Vou tentar então diminuir o ritmo, cortar excessos, ser mais simples. Desapegar de tanta coisa. Respirar mais e tentar aproveitar mais cada momento sem estar pensando e já planejando o seguinte.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Voltando ao Blog (ou Um Choque de Realidade)
Eu sempre me achei muito saudável, sabe? Como mais ou menos bem, não sou gorda nem magra, pratico esportes, não bebo muito, durmo cedo todos os dias... Tudo bonitinho, como mandam todas as matérias de auto-ajuda das revistas e também o discurso senso comum que se ouve por aí.
Qual não foi a minha surpresa ao ir ao médico pra ver se minha anemia estava controlada (não como carne) e descobrir que eu estava com gastrite. De quebra, descubro que estou 10 quilos acima do meu peso. Não parece absurdo?
Sempre achei que gastrite era coisa de viciado em coca-cola, de gente super estressada, de quem não come direito, de quem se entope de café... Bom... Achava que era coisa dos outros. Não tinha parado pra pensar no stress que anda a minha própria vida. Na correria que eu arrumo inclusive pra manter todo o esquema trabalho/estudo/esportes/vida social e dar conta dessa vida perfeita que vendem pra gente nas TVs, revistas e até discursos médicos. Em como meus ombros ficam retesados, e minha mandíbula também, quando eu enfrento esse trânsito dos infernos de cidade grande. Em como eu estou acordando várias vezes durante a noite quando, antigamente, eu dormia pesado e direto.
E confesso que não tinha pensado também em como minhas roupas não estavam servindo mais. Eu falava pra mim mesma que, com tanto esporte que pratico, logo logo eu ia naturalmente voltar a caber nas roupas. Eu achava que a trufa de chocolate que eu comia a tarde pra desestressar era apenas um pequeno excesso. Não tinha reparado que o stress tinha virado diário e logo a trufa idem.
Eu não quero ser essa pessoa. Eu não quero ter essa vida.
Qual não foi a minha surpresa ao ir ao médico pra ver se minha anemia estava controlada (não como carne) e descobrir que eu estava com gastrite. De quebra, descubro que estou 10 quilos acima do meu peso. Não parece absurdo?
Sempre achei que gastrite era coisa de viciado em coca-cola, de gente super estressada, de quem não come direito, de quem se entope de café... Bom... Achava que era coisa dos outros. Não tinha parado pra pensar no stress que anda a minha própria vida. Na correria que eu arrumo inclusive pra manter todo o esquema trabalho/estudo/esportes/vida social e dar conta dessa vida perfeita que vendem pra gente nas TVs, revistas e até discursos médicos. Em como meus ombros ficam retesados, e minha mandíbula também, quando eu enfrento esse trânsito dos infernos de cidade grande. Em como eu estou acordando várias vezes durante a noite quando, antigamente, eu dormia pesado e direto.
E confesso que não tinha pensado também em como minhas roupas não estavam servindo mais. Eu falava pra mim mesma que, com tanto esporte que pratico, logo logo eu ia naturalmente voltar a caber nas roupas. Eu achava que a trufa de chocolate que eu comia a tarde pra desestressar era apenas um pequeno excesso. Não tinha reparado que o stress tinha virado diário e logo a trufa idem.
Eu não quero ser essa pessoa. Eu não quero ter essa vida.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O que eu acho das campanhas eleitorais
Votar é um negócio muito difícil porque (voltando inclusive ao post anterior) a gente nunca consegue conhecer direito os partidos e os políticos.
Para começar, de onde você tira as informações? A mídia é toda imparcial (e realmente não tem como não ser), os políticos dizem o que precisam dizer para serem eleitos e não o que acham ou que pretendem fazer de verdade, um fala mal do outro e como diabos você vai saber o que está falando a verdade?
É bom ter um pouco de memória, lembrar dos escândalos passados em que cada político se envolveu, saber as propostas que ele já apresentou e aquelas nas quais votou (o que não é muito fácil pois existe o voto secreto ainda por cima). Mas e aí? Vai que o cara sempre se posicionou de acordo com a sua ética e interesses como deputado, mas é entrar pra governador que tem que fazer coalisão, negociar com o demônio, pagar propinas e não sei mais o que.
Enfim... Eu, com minha opinião pouquíssima embasada, acho que o sistema eleitoral está todo errado. Também não tenho condições de sugerir mudanças. Também não acho que eu deva me alienar, não votar e falar que eu não tenho culpa de como as coisas estão por todos os motivos apontados acima.
Fico sinceramente perdida.
Para começar, de onde você tira as informações? A mídia é toda imparcial (e realmente não tem como não ser), os políticos dizem o que precisam dizer para serem eleitos e não o que acham ou que pretendem fazer de verdade, um fala mal do outro e como diabos você vai saber o que está falando a verdade?
É bom ter um pouco de memória, lembrar dos escândalos passados em que cada político se envolveu, saber as propostas que ele já apresentou e aquelas nas quais votou (o que não é muito fácil pois existe o voto secreto ainda por cima). Mas e aí? Vai que o cara sempre se posicionou de acordo com a sua ética e interesses como deputado, mas é entrar pra governador que tem que fazer coalisão, negociar com o demônio, pagar propinas e não sei mais o que.
Enfim... Eu, com minha opinião pouquíssima embasada, acho que o sistema eleitoral está todo errado. Também não tenho condições de sugerir mudanças. Também não acho que eu deva me alienar, não votar e falar que eu não tenho culpa de como as coisas estão por todos os motivos apontados acima.
Fico sinceramente perdida.
O que eu acho de achar alguma coisa
Eu confesso que tenho dificuldades em expressar opinião. Na verdade, eu sempre acho alguma coisa sobre algum assunto, mas como sei que não conheço a fundo tal assunto, acabo não falando nada.
Só que comecei a ver que isso não faz lá muito sentido. Primeiro porque eu acabo não dizendo o que penso, e dessa forma não recebo opiniões contrários e até mesmo complementares, que me ajudariam a evoluir a tal opinião.
Segundo ponto: se eu for esperar saber a fundo qualquer assunto, conhecer todas as variáveis envolvidas, ler todos os argumentos e poder formar minha opinião completamente embasada e infalível, eu nunca vou achar nada, porque é simplesmente impossível fazer isso tudo.
Claro que sempre tem alguns assuntos que entendemos mais. Eu posso falar com um pouquinho mais de embasamento de Gestão do Conhecimento (com que estudo e trabalho) do que de feminismo (que estou começando a estudar) e melhor de feminismo do que da situação dos palestinos e dos judeus (que eu não entendo nada e acho muito confuso). Mas mesmo lá da Gestão do Conhecimento, eu não conheço tudo, posso achar um monte de bobagens.
Eu acho legal saber um pouco mais do que se está falando, mas há limite, não é? E o que é fundamental mesmo é ter sempre em mente que o seu achismo ou opinião embasada que seja pode estar errada, ou incompleta, e estar sempre disposta para ouvir os outros, ponderar e ir assim evoluindo e podendo achar e opinar cada vez melhor.
Só que comecei a ver que isso não faz lá muito sentido. Primeiro porque eu acabo não dizendo o que penso, e dessa forma não recebo opiniões contrários e até mesmo complementares, que me ajudariam a evoluir a tal opinião.
Segundo ponto: se eu for esperar saber a fundo qualquer assunto, conhecer todas as variáveis envolvidas, ler todos os argumentos e poder formar minha opinião completamente embasada e infalível, eu nunca vou achar nada, porque é simplesmente impossível fazer isso tudo.
Claro que sempre tem alguns assuntos que entendemos mais. Eu posso falar com um pouquinho mais de embasamento de Gestão do Conhecimento (com que estudo e trabalho) do que de feminismo (que estou começando a estudar) e melhor de feminismo do que da situação dos palestinos e dos judeus (que eu não entendo nada e acho muito confuso). Mas mesmo lá da Gestão do Conhecimento, eu não conheço tudo, posso achar um monte de bobagens.
Eu acho legal saber um pouco mais do que se está falando, mas há limite, não é? E o que é fundamental mesmo é ter sempre em mente que o seu achismo ou opinião embasada que seja pode estar errada, ou incompleta, e estar sempre disposta para ouvir os outros, ponderar e ir assim evoluindo e podendo achar e opinar cada vez melhor.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A Capitalização da Corrida
Há alguns anos, para melhorar meu desempenho na capoeira, comecei a praticar corrida. Eu adoro correr. Acho o esporte mais democrático e acessível de todos. Você não precisa pagar um lugar, nem um professor. Pode ir sozinho ou acompanhado, a hora que quiser, onde quiser. Olha que liberdade... Qualquer um pode correr. É só colocar seu tênis (ou não... nem o tênis é pré-requisito) e ir pra rua correr. Simples, não?
Mas aí o negócio virou moda. E logo logo encontraram um jeito de ganhar dinheiro com corrida. Então, os ricos foram aderindo (até parece que eles iam fazer esporte de pobre). De repente, para correr "é preciso" ter um tênis de 500 reais, um monitor cardíaco de outros 500 reais (fundamental, dizem), frequentar cardiologista e nutricionista do esporte, participar de todas as corridas da Adidas, da Nike e de qualquer outra marca que resolva fazer corridas (e são muitas, viu? virou dinheiro fácil) por módicos 70 reais em média. Isso fora o ipod, o acessório para pregá-lo no braço, as garrafinhas de água, os shorts e as blusas de materiais carérrimos, os géis repositores de não sei o que.
Ah. E tem o personal runner. Quer coisa mais ridícula? Alguem pra te ensinar a correr? Como assim te ensinar a correr? A gente aprende isso lá com 2 anos de idade, não?
Bom... De repente, todo mundo da classe média (e um pouco acima) corre. E todo mundo entra fácil no esquema. Eu resisti, viu? Quase comprei o monitor cardíaco, mas cheguei à conclusão que eu consigo sentir se meu batimento está acelerado demais ou de menos. Meu coração está dentro de mim. Eu sinto ele batendo. Não preciso do aparelho para isto, certo?
Então continuo no meu esporte democrático e econômico.
Mas aí o negócio virou moda. E logo logo encontraram um jeito de ganhar dinheiro com corrida. Então, os ricos foram aderindo (até parece que eles iam fazer esporte de pobre). De repente, para correr "é preciso" ter um tênis de 500 reais, um monitor cardíaco de outros 500 reais (fundamental, dizem), frequentar cardiologista e nutricionista do esporte, participar de todas as corridas da Adidas, da Nike e de qualquer outra marca que resolva fazer corridas (e são muitas, viu? virou dinheiro fácil) por módicos 70 reais em média. Isso fora o ipod, o acessório para pregá-lo no braço, as garrafinhas de água, os shorts e as blusas de materiais carérrimos, os géis repositores de não sei o que.
Ah. E tem o personal runner. Quer coisa mais ridícula? Alguem pra te ensinar a correr? Como assim te ensinar a correr? A gente aprende isso lá com 2 anos de idade, não?
Bom... De repente, todo mundo da classe média (e um pouco acima) corre. E todo mundo entra fácil no esquema. Eu resisti, viu? Quase comprei o monitor cardíaco, mas cheguei à conclusão que eu consigo sentir se meu batimento está acelerado demais ou de menos. Meu coração está dentro de mim. Eu sinto ele batendo. Não preciso do aparelho para isto, certo?
Então continuo no meu esporte democrático e econômico.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Terror Psicológico
Ouvi um homem comentar: "Sabe... Eu gosto da minha namorada, mas ela está meio gordinha, ela tem hipotireoidismo, então não sinto desejo por ela. Por isso eu fico com outras." Eu escuto uma coisa dessas e penso: que terror que nós mulheres vivemos todos os dias, não?
Eu ando lendo bastante sobre o feminismo, e (ainda bem!) sempre vejo tocarem na questão da beleza e da mulher como enfeite, de como isso gasta tempo e dinheiro, mas nunca vi (não quer dizer que não exista) alguém falar sobre como nós somos afetadas emocionalmente e psicologicamente por essa palhaçada toda.
A gente vive com medo. Medo de engordar, medo de os outros repararem nas nossas celulites na praia ou no nosso pneuzinho no dia a dia, medo de envelhecer, medo de ter rugas, medo de ser comparada com outras mulheres. Medo!
Porque convenhamos. A mídia nos diz o tempo todo que devemos ser lindas. Os homens nos dizem o tempo todo que devemos ser lindas. A gente passa nossos dias correndo atrás de um ideal de beleza que, desculpa dizer, mas a gente NUNCA vai alcançar. Não adianta.
E a gente vive com esse fantasma da feiura/velhice/gordura nos perseguindo, nossa auto-estima é abalada, a gente fica insegura, neurada com calorias e com rugas, nos sentindo inferiores às mulheres "perfeitas" das revistas. Viramos pessoas ciumentas, inseguras e competitivas. Olhamos para as outras mulheres com desconfiança, são uma ameaça em potencial.
E enquanto isso os homens vão levando a vida, fazendo amizades e construindo camaradagem, se divertindo descontraidamente... Enquanto a gente se mata para vencer a competição pelo bem maior das mulheres (não, não é a beleza, a beleza é só um meio): os homens.
Sinceramente... Isso não faz o menor sentido. Mas tirar isso tudo do nosso inconsciente não é lá a coisa mais simples (e rápida) do mundo não. Mas eu estou tentando...
Eu ando lendo bastante sobre o feminismo, e (ainda bem!) sempre vejo tocarem na questão da beleza e da mulher como enfeite, de como isso gasta tempo e dinheiro, mas nunca vi (não quer dizer que não exista) alguém falar sobre como nós somos afetadas emocionalmente e psicologicamente por essa palhaçada toda.
A gente vive com medo. Medo de engordar, medo de os outros repararem nas nossas celulites na praia ou no nosso pneuzinho no dia a dia, medo de envelhecer, medo de ter rugas, medo de ser comparada com outras mulheres. Medo!
Porque convenhamos. A mídia nos diz o tempo todo que devemos ser lindas. Os homens nos dizem o tempo todo que devemos ser lindas. A gente passa nossos dias correndo atrás de um ideal de beleza que, desculpa dizer, mas a gente NUNCA vai alcançar. Não adianta.
E a gente vive com esse fantasma da feiura/velhice/gordura nos perseguindo, nossa auto-estima é abalada, a gente fica insegura, neurada com calorias e com rugas, nos sentindo inferiores às mulheres "perfeitas" das revistas. Viramos pessoas ciumentas, inseguras e competitivas. Olhamos para as outras mulheres com desconfiança, são uma ameaça em potencial.
E enquanto isso os homens vão levando a vida, fazendo amizades e construindo camaradagem, se divertindo descontraidamente... Enquanto a gente se mata para vencer a competição pelo bem maior das mulheres (não, não é a beleza, a beleza é só um meio): os homens.
Sinceramente... Isso não faz o menor sentido. Mas tirar isso tudo do nosso inconsciente não é lá a coisa mais simples (e rápida) do mundo não. Mas eu estou tentando...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Malhação e Contradição
Acabei de passar por três academias de ginástica pra ver se alguma me apetecia, mas não dá. O ambiente me desagrada. Além de eu achar a coisa toda sem sentido.
Eu não entendo a lógica disso. Nós criamos máquinas para não termos que cansar com as tarefas do dia-a-dia. Em vez de lavarmos roupas no tanque e ficarmos com o tríceps torneadíssimos e irmos andando para os lugares deixando nossas pernas fortes e musculosas, colocamos a tecnologia para fazer tudo isso pra gente enquanto sentamos nos nossos sofás assistindo televisão e nos entupindo de guloseimas nada saudáveis.
Aí, para corrigirmos o problema, criamos mais máquinas com a exclusiva finalidade de gastar a energia que poupamos. Vamos para um lugar onde todos levantam pesos, correm e andam em bicicletas que não saem do lugar. Andar de bicicleta poderia ser uma boa solução para o problema do transporte público nas grandes cidades. Imagina: as pessoas iriam para o trabalho, depois voltariam para casa, tudo de bicicleta. Poluição zero e de brinde um belo par de pernas e glúteos – nome chique para bumbum – duríssimos. Seria fantástico, não? Mas voltemos a realidade.
Depois de gastarmos todo o nosso suado dinheiro para suar nas academias, pagamos carérrimo por produtos dietéticos intragáveis. Podíamos muito bem poupar tanto tempo e dinheiro simplesmente deixando todas as máquinas de lado. Se bem que prefiro fazer ginástica do que arrumar cama (por que não inventaram máquina para isso ainda?).
Eu não entendo a lógica disso. Nós criamos máquinas para não termos que cansar com as tarefas do dia-a-dia. Em vez de lavarmos roupas no tanque e ficarmos com o tríceps torneadíssimos e irmos andando para os lugares deixando nossas pernas fortes e musculosas, colocamos a tecnologia para fazer tudo isso pra gente enquanto sentamos nos nossos sofás assistindo televisão e nos entupindo de guloseimas nada saudáveis.
Aí, para corrigirmos o problema, criamos mais máquinas com a exclusiva finalidade de gastar a energia que poupamos. Vamos para um lugar onde todos levantam pesos, correm e andam em bicicletas que não saem do lugar. Andar de bicicleta poderia ser uma boa solução para o problema do transporte público nas grandes cidades. Imagina: as pessoas iriam para o trabalho, depois voltariam para casa, tudo de bicicleta. Poluição zero e de brinde um belo par de pernas e glúteos – nome chique para bumbum – duríssimos. Seria fantástico, não? Mas voltemos a realidade.
Depois de gastarmos todo o nosso suado dinheiro para suar nas academias, pagamos carérrimo por produtos dietéticos intragáveis. Podíamos muito bem poupar tanto tempo e dinheiro simplesmente deixando todas as máquinas de lado. Se bem que prefiro fazer ginástica do que arrumar cama (por que não inventaram máquina para isso ainda?).
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
As Roupas e o Corpo
Não, não vou falar de moda. Já teve até uma época que eu me interessei pelo assunto, mas já passou.
Eu gosto de roupas. Gosto de me vestir bem, de ter peças para escolher e de comprar uma roupa nova uma vez ou outra (mas pouco, não sou lá muito consumista). Não vejo o menor problema nisso. O que eu acho problemático é quando a roupa começa a nos limitar.
Eu morro de pena dos homens que trabalham de terno em dias de calor como esses de agora. Mesmo que eles trabalhem em lugar com ar condicionado, uma hora eles têm que sair da sala, nem que seja para ir embora. E pegar ônibus ou carro sem ar condicionado neste calor não deve ser das coisas mais agradáveis...
Já nós mulheres temos o privilégio de usar salto. Uma coisa assim suuuper confortável. Eu até sou acostumada, mas trabalho sentadinha, quase não me ando pela empresa. Aí fica tranquilo. Agora... Vou eu precisar ir ali no banco na hora do almoço... No calor... E de salto... Volto suada e com pés doendo. Uma delícia.
E sutiã! Eita coisa desconfortável que arrumaram para a gente. Por que foram erotizar os seios femininos? Por quê? POR QUÊ? Os homens também sentem prazer no mamilo, não? E nem por isso o mamilo deles é erotizado. Eu sinto muito prazer no pescoço e graças aos céus ninguém teve a idéia de ser de bom tom esconder os pescoços femininos (imagina o calor).
Agora os ombros... Os ombros são sexuais? Jura? Outro dia uma menina aqui da empresa estava falando que acha que "pega mal" usar roupas com ombro de fora na empresa. OMBROS! Ai ai... Vai entender. Eu lá, com muita blusa sem manga, nem aí. Eu odeio blusa com manga curta. Ou é manga cumprida (que o calor impede) ou sem manga. A manga pertinho da axila me incomoda muito, irrita meu braço, chega a deixar marca. E no calor? (ah... o calor...) Zero conforto.
Eu sou um pouco rebelde com esse negócio de roupa. Lembro que quando fazia capoeira, eu era uma das poucas meninas que já saíam de casa com o uniforme. Como ele é feio, as meninas iam quase todas arrumadinhas e trocavam de roupa chegando na academia. Umas falavam que era estranho sair na rua com a roupa de capoeira, que as pessoas olhavam... Anh? Jura? Ninguém me olhava mais por eu estar com roupa de capoeira, aliás até olhavam menos porque ela não é lá muito sexy (nosso uniforme era blusa larga branca e uma calça branca igualmente larguinha).
Mas, olhando historicamente, fico até esperançosa. As roupas já foram bem mais desconfortáveis e limitadoras. Está certo que eu não posso sair com a roupa do trabalho e ir praticar corrida, e que algumas roupas que eu tenho são incômodas e calorentas, mas é só ver filmes de época e ver os vestidos que as mulheres européias usavam (não só a realeza, as camponesas também) que eu fico até feliz. Vislumbro um futuro de mais conforto.
Pensando bem... Por que a gente não continuou como os índios brasileiros, hein? Bem mais prático (e condizente com nosso clima) andar pelado.
Eu gosto de roupas. Gosto de me vestir bem, de ter peças para escolher e de comprar uma roupa nova uma vez ou outra (mas pouco, não sou lá muito consumista). Não vejo o menor problema nisso. O que eu acho problemático é quando a roupa começa a nos limitar.
Eu morro de pena dos homens que trabalham de terno em dias de calor como esses de agora. Mesmo que eles trabalhem em lugar com ar condicionado, uma hora eles têm que sair da sala, nem que seja para ir embora. E pegar ônibus ou carro sem ar condicionado neste calor não deve ser das coisas mais agradáveis...
Já nós mulheres temos o privilégio de usar salto. Uma coisa assim suuuper confortável. Eu até sou acostumada, mas trabalho sentadinha, quase não me ando pela empresa. Aí fica tranquilo. Agora... Vou eu precisar ir ali no banco na hora do almoço... No calor... E de salto... Volto suada e com pés doendo. Uma delícia.
E sutiã! Eita coisa desconfortável que arrumaram para a gente. Por que foram erotizar os seios femininos? Por quê? POR QUÊ? Os homens também sentem prazer no mamilo, não? E nem por isso o mamilo deles é erotizado. Eu sinto muito prazer no pescoço e graças aos céus ninguém teve a idéia de ser de bom tom esconder os pescoços femininos (imagina o calor).
Agora os ombros... Os ombros são sexuais? Jura? Outro dia uma menina aqui da empresa estava falando que acha que "pega mal" usar roupas com ombro de fora na empresa. OMBROS! Ai ai... Vai entender. Eu lá, com muita blusa sem manga, nem aí. Eu odeio blusa com manga curta. Ou é manga cumprida (que o calor impede) ou sem manga. A manga pertinho da axila me incomoda muito, irrita meu braço, chega a deixar marca. E no calor? (ah... o calor...) Zero conforto.
Eu sou um pouco rebelde com esse negócio de roupa. Lembro que quando fazia capoeira, eu era uma das poucas meninas que já saíam de casa com o uniforme. Como ele é feio, as meninas iam quase todas arrumadinhas e trocavam de roupa chegando na academia. Umas falavam que era estranho sair na rua com a roupa de capoeira, que as pessoas olhavam... Anh? Jura? Ninguém me olhava mais por eu estar com roupa de capoeira, aliás até olhavam menos porque ela não é lá muito sexy (nosso uniforme era blusa larga branca e uma calça branca igualmente larguinha).
Mas, olhando historicamente, fico até esperançosa. As roupas já foram bem mais desconfortáveis e limitadoras. Está certo que eu não posso sair com a roupa do trabalho e ir praticar corrida, e que algumas roupas que eu tenho são incômodas e calorentas, mas é só ver filmes de época e ver os vestidos que as mulheres européias usavam (não só a realeza, as camponesas também) que eu fico até feliz. Vislumbro um futuro de mais conforto.
Pensando bem... Por que a gente não continuou como os índios brasileiros, hein? Bem mais prático (e condizente com nosso clima) andar pelado.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
As roupas e o respeito
Diálogo dia desses no meu trabalho. Os personagens: eu, colega 1 e colega 2.
COLEGA 1 (para o colega 2): Amanhã você vai dar um treinamento para os engenheiros, hein? Que responsabilidade! Vai ter que vir bem vestido...
EU (devaneando): Engraçado isso, né? Como se alguém estar bem vestido significasse alguma coisa.
COLEGA 2: Mas significa. As pessoas te respeitam mais, muito mais.
EU (já começando a perceber onde isso ia dar e já me arrependendo): Mas você é a mesma pessoa. Você se veste melhor pras pessoas te respeitarem, e as pessoas te respeitam porque você se vestiu melhor, e você se vestiu pra elas te respeitarem. Olha que coisa sem sentido.
COLEGA 1: Ah... Mas imagina chegar alguém todo mulambento pra te dar um treinamento. Você vai prestar atenção?
EU: Olha... Não importa como você esteja vestido, tenho que te escutar um pouquinho antes pra saber se você tem algo que eu queira ouvir pra falar ou não. Mas o que eu estou falando não é isso...
COLEGA 2 (me interrompendo): Então é pra eu vir vestido de qualquer jeito mesmo? O chefe vai reclamar.
EU (respirando fundo): Não... Não é isso que estou dizendo. Só estou falando que é curioso a gente se vestir pra alguém te respeitar e os outros te respeitarem por isso. Foi só um devaneio... Esquece.
Ai ai... Como eu sou uma pessoa estranha...
COLEGA 1 (para o colega 2): Amanhã você vai dar um treinamento para os engenheiros, hein? Que responsabilidade! Vai ter que vir bem vestido...
EU (devaneando): Engraçado isso, né? Como se alguém estar bem vestido significasse alguma coisa.
COLEGA 2: Mas significa. As pessoas te respeitam mais, muito mais.
EU (já começando a perceber onde isso ia dar e já me arrependendo): Mas você é a mesma pessoa. Você se veste melhor pras pessoas te respeitarem, e as pessoas te respeitam porque você se vestiu melhor, e você se vestiu pra elas te respeitarem. Olha que coisa sem sentido.
COLEGA 1: Ah... Mas imagina chegar alguém todo mulambento pra te dar um treinamento. Você vai prestar atenção?
EU: Olha... Não importa como você esteja vestido, tenho que te escutar um pouquinho antes pra saber se você tem algo que eu queira ouvir pra falar ou não. Mas o que eu estou falando não é isso...
COLEGA 2 (me interrompendo): Então é pra eu vir vestido de qualquer jeito mesmo? O chefe vai reclamar.
EU (respirando fundo): Não... Não é isso que estou dizendo. Só estou falando que é curioso a gente se vestir pra alguém te respeitar e os outros te respeitarem por isso. Foi só um devaneio... Esquece.
Ai ai... Como eu sou uma pessoa estranha...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Praticando o desapego às coisas...
Vai chegando natal, fim de ano e aquela sensação de generosidade, bondade... Época ideal para se praticar o desapego fazendo uma limpa no armário e jogando um tanto de coisa inútil fora, e doando àquelas que podem ser úteis para outras pessoas.
Eu confesso que sou ligeiramente obcecada com arrumação e que faço esse processo mais ou menos de 3 em 3 meses. Arrumo o armário, tiro poeira de tudo, analiso as roupas que não preciso mais, umas tranqueiras que fui acumulando sem perceber, organizo os papéis que já não estavam organizados e vejo o que pode ser jogado fora, promovo uma reorganização das prateleias, vejo os livros que tenho e que não faz sentido eu continuar a ter...
Depois disso, separo o que posso reciclar (papéis), o que posso doar (roupas e sapatos que não uso mais), o que eu tenho que devolver pros donos (sempre tem aquelas coisas que a gente pegou emprestado com alguém ou alguém esqueceu na nossa casa e que a gente guarda no armário e ficam lá) e o que pode simplesmente ir pra lixeira.
Eu tenho uma dificuldadezinha em me desapegar das minhas roupas. Não porque eu seja louca apaixonada por roupas, mas sim porque eu sou super cuidadosa e elas duram anos e anos. Aí, geralmente elas continuam usáveis, mas não acho bonitas mais, ou já usei demais, ou não combinam mais com a minha idade (roupas de bichinhos, saias muito curtas...) ou não servem mais; mas como estão ainda conservadas, eu sempre acho que um dia posso querer usar. Mas tenho vencido esse sentimento, o que acaba sendo bom para o meu armário (não fica abarrotado), para mim (fico feliz em doar) e para a pessoa que ganhou a roupa.
Minha mãe é completamente apegada. Ela guarda embrulhos de presente, caixas, embalagens de produtos que já acabaram, tudo que ela vê alguém jogando fora, parte das coisas que eu coloco pra doar, tudo quanto é tipo de cadernos, papéis e livros velhos... Ela guarda porque "um dia pode ser útil". Só que ela junta uma quantidade tal de coisas que quando chega a hora de a tal coisa ser útil, ela não consegue encontrar no meio das bagunças dela. E não consigo deixar de pensar que enquanto aquele tanto de coisa está sendo acumulada ali sem uso, juntando poeira e até estragando com o tempo (e a bagunça), muita gente poderia estar usando-as e aproveitando-as. Ou então podiam estar sendo recicladas. É uma situação em que todo mundo perde, não?
Eu confesso que sou ligeiramente obcecada com arrumação e que faço esse processo mais ou menos de 3 em 3 meses. Arrumo o armário, tiro poeira de tudo, analiso as roupas que não preciso mais, umas tranqueiras que fui acumulando sem perceber, organizo os papéis que já não estavam organizados e vejo o que pode ser jogado fora, promovo uma reorganização das prateleias, vejo os livros que tenho e que não faz sentido eu continuar a ter...
Depois disso, separo o que posso reciclar (papéis), o que posso doar (roupas e sapatos que não uso mais), o que eu tenho que devolver pros donos (sempre tem aquelas coisas que a gente pegou emprestado com alguém ou alguém esqueceu na nossa casa e que a gente guarda no armário e ficam lá) e o que pode simplesmente ir pra lixeira.
Eu tenho uma dificuldadezinha em me desapegar das minhas roupas. Não porque eu seja louca apaixonada por roupas, mas sim porque eu sou super cuidadosa e elas duram anos e anos. Aí, geralmente elas continuam usáveis, mas não acho bonitas mais, ou já usei demais, ou não combinam mais com a minha idade (roupas de bichinhos, saias muito curtas...) ou não servem mais; mas como estão ainda conservadas, eu sempre acho que um dia posso querer usar. Mas tenho vencido esse sentimento, o que acaba sendo bom para o meu armário (não fica abarrotado), para mim (fico feliz em doar) e para a pessoa que ganhou a roupa.
Minha mãe é completamente apegada. Ela guarda embrulhos de presente, caixas, embalagens de produtos que já acabaram, tudo que ela vê alguém jogando fora, parte das coisas que eu coloco pra doar, tudo quanto é tipo de cadernos, papéis e livros velhos... Ela guarda porque "um dia pode ser útil". Só que ela junta uma quantidade tal de coisas que quando chega a hora de a tal coisa ser útil, ela não consegue encontrar no meio das bagunças dela. E não consigo deixar de pensar que enquanto aquele tanto de coisa está sendo acumulada ali sem uso, juntando poeira e até estragando com o tempo (e a bagunça), muita gente poderia estar usando-as e aproveitando-as. Ou então podiam estar sendo recicladas. É uma situação em que todo mundo perde, não?
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ame o seu trabalho!
Uma dessas "verdades" que a gente sempre escuta é que você deve amar seu trabalho mais que tudo no mundo, que só assim se é feliz.
Olha... Eu até concordo que gostar do que faz e ter uma paixão por aquilo seja importante. Afinal, é o que você faz na maior parte do seu tempo. Opa... Já acho estranho.
Acho estranho que a gente seja tão definida pelo trabalho. Quando perguntam: "O que você é?", a resposta é sempre sua profissão. Eu, Fernanda, sou mulher, adulta (mas nem sempre), capoeirista, filha da minha mãe e do meu pai, namorada do meu namorado, adoradora de doces, filmes e livros, estudante de francês, amiga dos meus amigos... Ah... Sou também redatora, e formada em Jornalismo.
Apesar de adorar meu trabalho, não me defino por ele. E não adoro trabalhar todo o tempo do meu dia. Me desculpem não ser uma praticante de horas extras infinitas. Assim como meu trabalho é importante, é também meu francês, minha terapia, meu almoço (eu não pulo almoço pra trabalhar como alguns dos meus colegas de trabalho), meu tempo à toa lendo em casa, minhas horas de corrida, encontrar com meus amigos, curtir meu namorado, meus projetos paralelos (não relacionados e relacionados à profissão)... Tudo isso é tão importante e merece tanto cuidado quanto meu trabalho.
Claro que a gente tem que equilibrar as coisas, né? Quando realmente é preciso que eu faça hora extra, eu faço. Deixo a corrida/francês/terapia/encontro com namorado pra outro dia. Mas se eu faço hora extra todo dia, deixo essas coisas pra que dias? Fins de semana? Mas eu não vou trabalhar no fim de semana? E meu almoço? Se abro mão dele todo dia, adeus saúde.
Eu volto a repetir que adoro meu trabalho, acredito que eu esteja contribuindo para a sociedade, acho-o importante e tudo mais, mas não acho que ele seja TODA a minha vida. Nem acho que deva ser.
Acho engraçado que a "cultura/mídia/sociedade" (difícil definir um sujeito) fale pra gente o tempo todo que você deve amar loucamente sua profissão, se definir por ela, tê-la como a coisa mais importante da sua vida, prioridade absoluta. E acho curioso também que sempre se fale de profissão como sendo nossa vocação, nossa razão de vir ao mundo; mas a profissão é o que mais? A nossa forma de ganhar dinheiro... Unh... E ter como consumir... Ah... E precisar cada vez mais consumir porque a mesma "cultura" (preciso de uma palavra melhor pra isso, mas não tenho) te diz que você é feliz e uma pessoa importante (pra quem?) se consome, se tem os produtos da moda e de tecnologia de ponta. E como você não está feliz (pois se mata de trabalhar e a vida não é só isso) continua comprando, e trabalhando mais para comprar mais, porque trabalhando e comprando você é uma pessoa legal, de valor pra sociedade.
Ah... É... Bom... Começa a fazer sentido...
Eu quero isso? Bom... Acho que não.
Olha... Eu até concordo que gostar do que faz e ter uma paixão por aquilo seja importante. Afinal, é o que você faz na maior parte do seu tempo. Opa... Já acho estranho.
Acho estranho que a gente seja tão definida pelo trabalho. Quando perguntam: "O que você é?", a resposta é sempre sua profissão. Eu, Fernanda, sou mulher, adulta (mas nem sempre), capoeirista, filha da minha mãe e do meu pai, namorada do meu namorado, adoradora de doces, filmes e livros, estudante de francês, amiga dos meus amigos... Ah... Sou também redatora, e formada em Jornalismo.
Apesar de adorar meu trabalho, não me defino por ele. E não adoro trabalhar todo o tempo do meu dia. Me desculpem não ser uma praticante de horas extras infinitas. Assim como meu trabalho é importante, é também meu francês, minha terapia, meu almoço (eu não pulo almoço pra trabalhar como alguns dos meus colegas de trabalho), meu tempo à toa lendo em casa, minhas horas de corrida, encontrar com meus amigos, curtir meu namorado, meus projetos paralelos (não relacionados e relacionados à profissão)... Tudo isso é tão importante e merece tanto cuidado quanto meu trabalho.
Claro que a gente tem que equilibrar as coisas, né? Quando realmente é preciso que eu faça hora extra, eu faço. Deixo a corrida/francês/terapia/encontro com namorado pra outro dia. Mas se eu faço hora extra todo dia, deixo essas coisas pra que dias? Fins de semana? Mas eu não vou trabalhar no fim de semana? E meu almoço? Se abro mão dele todo dia, adeus saúde.
Eu volto a repetir que adoro meu trabalho, acredito que eu esteja contribuindo para a sociedade, acho-o importante e tudo mais, mas não acho que ele seja TODA a minha vida. Nem acho que deva ser.
Acho engraçado que a "cultura/mídia/sociedade" (difícil definir um sujeito) fale pra gente o tempo todo que você deve amar loucamente sua profissão, se definir por ela, tê-la como a coisa mais importante da sua vida, prioridade absoluta. E acho curioso também que sempre se fale de profissão como sendo nossa vocação, nossa razão de vir ao mundo; mas a profissão é o que mais? A nossa forma de ganhar dinheiro... Unh... E ter como consumir... Ah... E precisar cada vez mais consumir porque a mesma "cultura" (preciso de uma palavra melhor pra isso, mas não tenho) te diz que você é feliz e uma pessoa importante (pra quem?) se consome, se tem os produtos da moda e de tecnologia de ponta. E como você não está feliz (pois se mata de trabalhar e a vida não é só isso) continua comprando, e trabalhando mais para comprar mais, porque trabalhando e comprando você é uma pessoa legal, de valor pra sociedade.
Ah... É... Bom... Começa a fazer sentido...
Eu quero isso? Bom... Acho que não.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Um pouco de mim e do não-mim
Eu queria ser mais cool, sabe? Mais desapegada e tranquila. Queria ser daquelas pessoas que andam pela vida olhando para o horizonte sem precisar de nada e de ninguém, só desfrutando. Mas não sou. A verdade é que eu sou toda apegada e preocupada.
Eu queria gostar de jogar xadrez. Acho tão interessante. Deve ser bem legal ficar bolando todas aquelas estratégias na cabecinha. Mas a verdade é que eu sou muito ansiosa e perfeccionista pra jogar xadrez. Só de olhar praquele tabuleiro já me dá uma angústia sem tamanho. Nem sei como começar. Aquele tanto de peças, de possibilidades, e como diabo eu monto uma estratégia de ataque? Angústia!
Eu queria ser menos dorminhoca. Odeio dormir sempre no meio de aulas e filmes. Odeio! E odeio ainda mais que me encham o saco por causa disso. É... Não tenho o menor senso de humor quando se trata de eu não conseguir ficar com os olhos abertos, mesmo me esforçando muito. E não. Não é só me esforçar que eu consigo ficar acordada. Assim como frio não é psicológico nada.
Eu queria ser menos carente e baranga. Adoro carinho, presentes, mimos, adoro receber mensagens no celular e e-mails (telefonemas e cartas são coisa do passado mesmo, infelizmente), receber surpresinhas carinhosas e elogios... Adoro! Mas não acho que eu devia esperar essas coisas todas. Coisa de gente carente e insegura. Mas a verdade é que eu sou isso sim.
Mas, apesar de todas essas coisas que eu não queria ser, tem uma coisa que eu sou e tenho muito orgulho de ser: eu mesma.
Eu queria gostar de jogar xadrez. Acho tão interessante. Deve ser bem legal ficar bolando todas aquelas estratégias na cabecinha. Mas a verdade é que eu sou muito ansiosa e perfeccionista pra jogar xadrez. Só de olhar praquele tabuleiro já me dá uma angústia sem tamanho. Nem sei como começar. Aquele tanto de peças, de possibilidades, e como diabo eu monto uma estratégia de ataque? Angústia!
Eu queria ser menos dorminhoca. Odeio dormir sempre no meio de aulas e filmes. Odeio! E odeio ainda mais que me encham o saco por causa disso. É... Não tenho o menor senso de humor quando se trata de eu não conseguir ficar com os olhos abertos, mesmo me esforçando muito. E não. Não é só me esforçar que eu consigo ficar acordada. Assim como frio não é psicológico nada.
Eu queria ser menos carente e baranga. Adoro carinho, presentes, mimos, adoro receber mensagens no celular e e-mails (telefonemas e cartas são coisa do passado mesmo, infelizmente), receber surpresinhas carinhosas e elogios... Adoro! Mas não acho que eu devia esperar essas coisas todas. Coisa de gente carente e insegura. Mas a verdade é que eu sou isso sim.
Mas, apesar de todas essas coisas que eu não queria ser, tem uma coisa que eu sou e tenho muito orgulho de ser: eu mesma.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Primeiro rascunho
Acabei de criar este blog, mas só pelo título já dá pra imaginar que não sei direito ainda o que ele vai ser. Sei que precisava escrever e que se fosse ficar esperando uma inspiração divina, ou já ter toda a concepção do que seria o blog na cabeça (e eu ia querer colocar no papel também), ia acabar não começando nunca. O mesmo motivo pelo qual eu nunca comecei a escrever um livro, apesar de sempre ter tido essa vontade.
Eu fico com essa vontade pretenciosa de escrever algo genial. Quando sento, começo a rabiscar umas idéias e não sai nada de genial, rasgo a folha e jogo fora. Fico presa nessa idéia perfeccionista inútil, pensando em como ser brilhante e lá vou eu com 29 anos não tendo escrito metade do que eu gostaria (e olha que eu trabalho escrevendo, hein?).
Não sei ainda se vai ser um blog pessoal, de crônicas, de contos ou de tudo isso junto. Nem sei se vou deixar este post que estou escrevendo agora definitivamente aqui. Mas, né? Já que o blog se propõe a ser o rascunho de algo ainda indefinido, nada mais adequado do que começar assim.
Eu fico com essa vontade pretenciosa de escrever algo genial. Quando sento, começo a rabiscar umas idéias e não sai nada de genial, rasgo a folha e jogo fora. Fico presa nessa idéia perfeccionista inútil, pensando em como ser brilhante e lá vou eu com 29 anos não tendo escrito metade do que eu gostaria (e olha que eu trabalho escrevendo, hein?).
Não sei ainda se vai ser um blog pessoal, de crônicas, de contos ou de tudo isso junto. Nem sei se vou deixar este post que estou escrevendo agora definitivamente aqui. Mas, né? Já que o blog se propõe a ser o rascunho de algo ainda indefinido, nada mais adequado do que começar assim.
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